Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada às partículas finas presentes na fumaça das queimadas está associada ao aumento de internações por problemas respiratórios e cardiovasculares
Com a chegada do período de estiagem em Roraima, aumenta também o número de queimadas e incêndios florestais, trazendo um problema que vai além dos danos ambientais: a piora da qualidade do ar. A fumaça liberada pelas queimadas contém partículas finas (PM2,5), monóxido de carbono e outras substâncias tóxicas que podem provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de agravar doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite ou outras doenças pulmonares estão entre os grupos mais vulneráveis.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada às partículas finas presentes na fumaça das queimadas está associada ao aumento de internações por problemas respiratórios e cardiovasculares. O Ministério da Saúde também orienta que a população acompanhe os alertas sobre qualidade do ar e adote medidas preventivas durante o período de queimadas, especialmente em estados da Amazônia, onde os incêndios florestais costumam se intensificar durante a estiagem. Pensando nisso, especialistas recomendam alguns cuidados simples que podem reduzir os impactos da fumaça na saúde. Confira:
1. Evite atividades físicas ao ar livre
Quando o ar está carregado de fumaça, exercícios físicos intensos devem ser evitados em ambientes externos. Durante a atividade física, a respiração se torna mais acelerada e profunda, aumentando a quantidade de poluentes inalados. Se possível, prefira exercícios em locais fechados e bem ventilados.
2. Mantenha os ambientes internos protegidos
Em dias com muita fumaça, mantenha portas e janelas fechadas durante os períodos de maior concentração de poluentes, principalmente à tarde e à noite. Caso utilize ventiladores ou ar-condicionado, mantenha os filtros limpos para evitar que as partículas se acumulem e circulem pelo ambiente.
3. Hidrate-se com frequência
Beber bastante água ajuda a manter as vias respiratórias hidratadas, reduzindo o desconforto provocado pelo ar seco e pela fumaça. Além da água, frutas ricas em líquidos também contribuem para a hidratação do organismo durante a estiagem.
4. Use máscara quando a fumaça estiver intensa
Máscaras de tecido oferecem pouca proteção contra as partículas finas presentes na fumaça. Quando houver necessidade de permanecer em locais com grande concentração de fumaça, as máscaras do tipo PFF2 ou N95 são as mais indicadas, pois conseguem filtrar boa parte dessas partículas.
5. Evite produzir mais fumaça dentro de casa
Durante o período crítico das queimadas, procure não utilizar churrasqueiras, fogões a lenha, queimar lixo ou acender incensos e velas em excesso. Essas fontes aumentam a concentração de poluentes dentro da residência e podem agravar os sintomas respiratórios.
6. Redobre os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias
Esses grupos costumam sentir os efeitos da fumaça com mais intensidade. Tosse persistente, chiado no peito, falta de ar, olhos irritados e cansaço excessivo merecem atenção. Pessoas que fazem tratamento para asma ou outras doenças respiratórias devem seguir corretamente as orientações médicas e manter seus medicamentos sempre à disposição.
7. Procure atendimento médico ao surgirem sintomas persistentes
Se a exposição à fumaça provocar falta de ar intensa, dor no peito, tontura, febre ou agravamento de doenças respiratórias, a recomendação é procurar atendimento médico o quanto antes. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, menores são as chances de complicações.

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