Em 2024, o país registrou a maior área queimada desde 2012, cenário atribuído à combinação de condições climáticas extremas e ação humana - Foto: Magnific
Após uma redução significativa na área atingida por incêndios florestais em 2025, o Brasil deve enfrentar um novo desafio em 2026 com a chegada do fenômeno El Niño. A previsão de temperaturas mais elevadas e estiagem em parte do país aumenta o risco de queimadas e servirá como teste para as políticas de prevenção e combate ao fogo adotadas nos últimos anos.
Em 2024, o país registrou a maior área queimada desde 2012, cenário atribuído à combinação de condições climáticas extremas e ação humana. Já em 2025, a redução das queimadas foi favorecida por um clima mais ameno e pela implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que ampliou as ações de prevenção e resposta aos incêndios.
Com a possível intensificação do El Niño, especialistas alertam que o período seco poderá ser mais severo, principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e parte do Nordeste, favorecendo a propagação de incêndios. O fenômeno, no entanto, não provoca queimadas por si só, mas cria condições que facilitam a disseminação do fogo, geralmente iniciado por atividades humanas.
Diante desse cenário, o governo federal e órgãos ambientais reforçam a necessidade de ações preventivas, como monitoramento constante, capacitação de brigadas e integração entre estados e municípios. A expectativa é que a resposta ao período de maior risco demonstre a eficácia das medidas implementadas para reduzir os impactos dos incêndios florestais sobre a população e os biomas brasileiros.
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