Segundo o Ministério Público Eleitoral, o nome pode induzir o eleitor a uma associação ou falso parentesco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Arquivo Pessoal
A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo pediu a impugnação da candidatura de Célio Morais, vereador de Jaboticabal (SP) pelo PL, que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 usando o nome de urna “Lula do Bem”. O pedido foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e questiona a legalidade do nome escolhido pelo candidato.
Segundo o Ministério Público Eleitoral, o nome pode induzir o eleitor a uma associação ou falso parentesco com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Procuradoria também argumenta que a expressão “do Bem”, acrescentada ao nome Lula, transmite uma “mensagem ideológica e juízo de valor”, o que seria incompatível com as regras eleitorais.
Outro ponto apresentado no pedido é que Célio Morais não utilizou “Lula do Bem” nas eleições municipais de 2024. Na ocasião, ele concorreu ao cargo de vereador com o nome de urna “Dr. Célio Morais”. A manifestação do Ministério Público cita a Lei das Eleições e normas da Justiça Eleitoral que restringem alterações para nomes coincidentes com os de candidatos a cargos majoritários, com exceções previstas na legislação.
Célio Morais ganhou notoriedade nas redes sociais por sua semelhança física com o presidente Lula. O apelido “Lula do Bem” ganhou projeção após sua participação em um ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2024. Posteriormente, o vereador foi convidado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para disputar as eleições municipais, nas quais acabou eleito.
O pedido de impugnação não significa, neste momento, que a candidatura tenha sido definitivamente rejeitada. Após ser notificado, o candidato terá prazo para apresentar defesa e provas. Na sequência, o processo será analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá pela aprovação ou pelo indeferimento do registro da candidatura.

